Chegando de mansinho | Revista Bottle

Chegando de mansinho

Ela chegou sutilmente, cedo ainda, nas últimas luzes do dia, já trazendo tons de vermelho e de violeta
Por: JohnnyMazzilli
2 de outubro de 2020 • < 1 minuto de leitura

Os tons vermelhos e violetas quase não são visíveis a olho nu – mas são bem gravados na câmera. Estas cores, já no começo da aurora,  mostravam que havia chances de uma boa intensidade por vir.

E não deu outra – essa noite foi um show – a aurora veio devagarinho, logo se tornou mais intensa, colorida, e se manteve variada durante a noite, dançante e duradoura

Dirigindo sozinho noite adentro em estradinhas geladas e estreitas da Ilha Senja, na brancura do inverno no Ártico norueguês, fui parando à beira do caminho para fotografá-la em diferentes cenários. Umas boas horas depois, acho que ela se cansou. Foi se esvanecendo, ficando cada vez mais sutil e imóvel. A temperatura descia a ladeira no termômetro, o chá quente já havia acabado. Hora de voltar ao cafofo para o sono dos justos.